domingo, 17 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: Escolhas e o conceito individual para a felicidade



  Quando eu era pequena, tinha o desejo de me casar e ter muitos filhos. A medida que fui crescendo e chegando na adolescência, comecei a repugnar a ideia de me unir a outro alguém. Há pouco mais de um ano, depois da minha conversão, retomei o desejo de formar uma família, o que mudou muito de uns tempos pra cá.
  Eu tenho 19 anos e enquanto assisto alguns de meus amigos desesperados para encontrarem alguém, percebo outros correndo na direção oposta. Quando me converti e comecei a entender mais a respeito do casamento, acabei me sentindo mal por estar sozinha. A culpa disto não estava na Bíblia ou nos devocionais que eu fazia, mas na forma como eu enxergava o matrimonio.
  Eu pensava que estar com alguém era o pré-requisito para estar bem e plena, tanto com o Senhor como comigo mesma, o que não é nenhum pouco verdade. Deus planejou algo para cada um de nós e acredito que Ele não se alegre nenhum pouco ao ver seus filhos invejando as vidas uns dos outros. Paulo serviu ao Pai até o fim, mas este nunca se casou, o que não o tornou menos cristão ou menos amado por Deus.
  A Bíblia nos ensina que devemos nos alegrarmos no Senhor e buscarmos servi-lo de todo o nosso coração, e em nenhum momento é dito que só o faremos depois do casamento. Eu já ouvi pessoas dizendo que a mulher foi feita para o homem e vice versa, entretanto eu discordo bastante disso. Acredito que fomos feitos para sermos os melhores seres humanos que conseguirmos ser, buscando sempre ajudar e cuidar dos que nos cercam, tanto quanto cuidamos de nós mesmos.
  Uns se casarão aos 18, outros aos 35; Alguns farão mestrado e doutorado no exterior, enquanto outros não colocarão os pés fora de sua cidade natal; Haverão os que terão quatro filhos, e os que não terão nenhum; Mas em cada escolha e projeto de vida, existirão as suas vantagens. Ao invés de sofrer por não estar em outra fase da vida, aproveite ao máximo, de forma saudável, a fase na qual você se encontra agora. Não se preocupe em pular etapas de sua vida, pois é possível ser feliz em cada uma delas.
  Esteja você solteiro, namorando, noivo, casado, viúvo ou divorciado, não espere alcançar outro patamar para tentar ser alguém melhor, mas o faça hoje. Se você for cristão, aproveite este momento para servir ao Pai e buscar se preparar para cumprir os projetos que Ele tem para a sua vida; Se não for, use este período para se cuidar, realizar os seu projetos e metas de vida. Estar sozinho não te impede de ser feliz e completo, tanto quanto estar em um relacionamento não te impede de correr atrás de seus sonhos. 
  Antes de invejar a grama do vizinho, regue e cuide da sua, pois esta tem potencial para ser tão boa, ou até melhor do que a do outro. Não somos seres incompletos mas inteiros, então estar sozinho ou acompanhado não deveria interferir na sua busca pela felicidade ou pelo amor próprio. Mudar de estado civil não é um atestado de beleza e capacidade, pois aquele seu amigo comprometido pode ser tão inseguro quanto aquele que não está. 
  Existe uma frase por ai que diz: “Se você não se amar, ninguém o fará”, como se a sua falta de amor próprio interferisse no sentimento que as pessoas desenvolveriam por você. Só que independente do quanto você se ame, as pessoas vão continuar te amando, pois você é um ser fantástico, digno de todo amor e admiração do mundo. A sua falta de autoestima apenas pode prejudicar a maneira como você devolve o amor recebido, talvez te impossibilitando te se relacionar de formas saudáveis. Então, quando quiser incentivar alguém a se amar, nunca a faça sentir como se ela não fosse capaz de ser amada, se não trabalhar suas inseguranças primeiro. Todos, sem exceção, devem se amar e gostar de si mesmos, para conseguirem manter relacionamentos saudáveis e recíprocos. Todavia, para isso ninguém deve se julgar como alguém incapaz de ser amado.
  Se a garota está namorando aos 17 e pretende se casar aos 19, se o cara quer ficar solteiro até os 30 ou se alguém quer ter filhos aos 40, ninguém tem nada a ver com isso. A forma como as outras pessoas decidem viver não deveria ser um problema para ninguém, pois cada um compreende melhor o seu significado de felicidade, e não é a minha ou a sua opinião que deveria importar, mas o julgamento individual de cada ser humano. 
  Eu, por exemplo, neste momento pretendo estudar, trabalhar, viajar e cuidar de minha saúde como um todo (espiritual, psicológica, emocional, física e financeira). Estar com alguém não me impediria de cumprir com os meus projetos, todavia pretendo continuar sozinha por mais algum tempo, e isto é minha escolha. Talvez, no futuro eu encontre alguém e acabe me casando, ou não. Quanto a filhos, eu amo crianças, mas não sei se eu seria uma boa mãe, por ser uma pessoa muito estressada. Então por mais que eu me encante com a maternidade, por agora decidi que não pretendo ter filhos e isso não faz de mim menos mulher ou menos cristã. Porventura faça de mim mais humana, pois não é em mim que penso, mas nas crianças. Acaso, daqui um tempo, eu mude de ideia (novamente), mas atualmente as únicas crianças que vejo em meu futuro, são os meus alunos.
  E as minhas escolhas e definições de sucesso não são melhores ou piores do que as da garota que quer se casar e ter cinco filhos, pois isto depende apenas e exclusivamente do julgamento individual de cada uma, e não das opiniões alheias. Continuo vendo o matrimonio e a maternidade como criados e abençoados por Deus, mas assim como alguns são ungidos para o matrimonio, outros são para a solteirice, e todos podem ser felizes, cada um a sua maneira.
  Independente da sua religião ou dos seus valores, se preocupe em cuidar do seu jardim para aproveitar aos máximo os frutos do período no qual você se encontra agora. Não sabemos o que se sucederá no futuro, então se foque em dar o seu melhor como ser humano e em buscar a sua própria felicidade. A vida não se resume em encontrar a sua metade, mas em ser uma pessoa que nasceu completa, e que ao conquistar coisas e realizar sonhos, transborde alegria e plenitude por onde passar, independentemente de seu estado civil, posses, quantidade de descendentes ou da profissão escolhida. Afinal, porque esperar para ser feliz amanhã, se você pode o fazer hoje?

NEVES, G. L. L.




sábado, 16 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: Coração carimbado



    Ao longo de nossas vidas, muitas pessoas cruzam nossos caminhos. Alguns vem, outros vão e talvez alguns poucos permaneçam, mas de certa forma podemos dizer que todos deixam suas marcas em nós, como carimbos em um passaporte. Mas que ao invés de mostrarem aonde fomos, descrevem quem permaneceu em nós.
    Independentemente da quantidade de amigos que temos agora, que teremos daqui a cinco meses ou daqui a um ano, é preciso entender que nós somos pessoas diferentes, com opiniões, sonhos e desejos distintos. O amor, seja romântico, platônico, fraternal ou entre amigos, vem, bate a porta, entra, permanece e, as vezes, precisa ir. Se ele o fizer, peça apenas para deixar a porta aberta, permitindo assim a chegada de outros. 
    Nem sempre poderemos controlar o ritmo das mudanças que ocorrem em nossas vidas, por isso, ao invés de se apegar a um alguém específico, se agarre ao sentimento e as coisas boas que este trouxe para a sua vida. Por mais que eu ame aqueles que estão comigo hoje, não posso impedi - los de ir, apenas posso ser grata pelo tempo que puderam permanecer.
    Amor não é sobre o tempo, mas a qualidade deste. As vezes, quando nos deparamos com um novo indivíduo, ficamos tão empolgados por fazermos um novo amigo, que nem sempre conseguimos dedicar a mesma atenção e carinho a todos os outros. É o mesmo que ocorre a uma criança que ganha um brinquedo novo. 
    Lembram - se de Toy Story? Andy tinha o Woody como seu brinquedo favorito. Andavam juntos para cima e para baixo, como dois melhores amigos. Mas depois de seu aniversário, quando ganhou Buzz Lightyear, dedicou muito tempo a este, porque estava empolgado. Mesmo sabendo da importância que tinha na vida de Andy, Woody sentiu ciumes e inveja do laço que este começou a desenvolver com Buzz. No fim do terceiro filme, ao se despedir de todos para ir para a faculdade, fica nítido o amor que o garoto tinha por seus brinquedos. Todos sempre foram importantes pra ele, tanto que no fim, ele voltou e brincou com todos juntos.
    Eu sou grata a todos que entram na vida de meus amigos para acrescentar algo de positivo. Atualmente, eu vejo meu melhor amigo de uma a duas vezes por mês. E mesmo sendo pouco se comparado ao tempo que tínhamos no passado, eu fico tão feliz por poder estar com ele que estes 10, 20 ou até 30 minutos se tornam horas ou até dias ao seu lado. Ele passa mais tempo com seus colegas de curso e eu não me incomodo nenhum pouco com isso, pois sei que o tempo que temos juntos é de qualidade, por mais escasso que seja. Eu já estive em ambos os lados dessa situação, por isso eu tento me alegrar sempre que alguém entra na vida de quem eu amo, assim como eu gostaria que meus amigos ficassem felizes por cada raiozinho de sol que ilumina o meu caminho.
    Não sabemos o que acontecerá no dia de amanhã, por isso esteja sempre aberto as mudanças  trazidas com o tempo e evite ao máximo se deixar levar por sentimentos negativos. Se brigar com alguém, espere ao menos um dia para tentar retomar contato, já que quase nunca se pode deliberar com plena razão logo após uma discussão. Afinal, mais importante do que ter razão, é aproveitar o tempo que temos ao lado de quem realmente importa. E lembre -se: por onde quer que vá, deixe sempre carimbos positivos no interior dos corações nos quais esbarrar. Para que, quando seus donos olharem para trás, possam se recordar da sua presença com carinho, e vice – versa.

D’ANGELO, Giullia



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: Encontrando o seu próprio caminho


    Eu tenho muitos amigos que estão dando início a novas fases de suas vidas, o que muitas vezes pode ser algo difícil. Nem sempre sabemos para onde ir e o que fazer, mas eu vejo isto como algo potencialmente bom. Estar perdido te torna livre para fazer escolhas, pois como você não tem uma direção certa, isto te permite encarar todas com um mesmo olhar de curiosidade.
    Um grande amigo perguntou recentemente no Twitter sobre o que achávamos da “importância” de ter um determinado perfil para cada profissão. Eu pessoalmente não acredito em "ter um perfil", mas no que você gosta e se vê fazendo no futuro. Trabalhar não é a coisa mais simples do mundo, então deveríamos tentar escolher algo no qual iremos sentir prazer de acordar as 5h ou 6h da manhã pra o realizar.
    Mas também, você não precisa ingressar no ensino superior com 18, e se formar com 21 ou 22 anos. Você tem todo o tempo do mundo. Não é porque o primo da sua tia fez o curso X e passou em concurso público, que você deveria o seguir. Ninguém esperava que eu escolhesse Letras ou que eu vá me tornar professora, mas eu o serei. Troquei o curso de licenciatura em Artes Visuais pelo de Letras, e vou tentar trocar a UFMS pela UEMS. Por mais que quase ninguém entenda, eu não irei parar até me sentir bem em um lugar para poder estudar o que eu quero. Eu deveria me formar em 2019, mas só o farei em 2021. E independente disso, eu estou feliz porque se eu não fizer isso por mim, ninguém vai.
    É normal se sentir perdido e confuso as vezes. E dai se você entrar aos 25 anos no curso dos seus sonhos? Se você o fizer em 4 ou em 6 anos? Na particular ou na pública? Biológicas, exatas ou humanas? Nada disso importa. Porque não existe "perfil" ou um curso fácil, mas o lugar no qual você vai se preparar para ser uma versão melhorada de si mesmo que ajudará a tornar o mundo, um lugar mais habitável e humano. Seja como filósofo, jornalista, médico ou professor. Com graduação ou sem, você precisa ser feliz pra buscar fazer os outros felizes, e isso vale tanto para profissões quanto para qualquer outra coisa.
    Eu vejo muita gente pregando e falando apenas das dificuldades em dar o primeiro passo em direção a transformações. Sobre o quão complicado é se lançar em algo sem se ter a certeza das consequências ou resultados. Só que independentemente se você está entrando no ensino médio, superior, no mercado de trabalho ou mudando de área; Mudando-se de cidade, estado ou país; Considerando começar ou terminar um relacionamento; Não deveria se tratar de suprir as expectativas que as pessoas tem ao nosso respeito, mas de encontrarmos a cada dia, novos pedaços das nossas estradas de tijolos amarelos, que costumamos chamar de nossas vidas.
    Então, seja antes, durante ou depois, sempre que precisar dar um novo passo, agradeça ao friozinho na barriga que o acompanha, pois isto significa que você está sendo corajoso o bastante para ao menos considerar a hipótese. Leve um dia ou uma década, mas faça tudo no seu tempo. Cada indivíduo é único, bem como o que encontrará no fim de seu arco íris. Não somos iguais, portanto é impossível que duas pessoas levem o mesmo tempo para fazer as coisas, façam as mesmas escolhas e sejam ambas plenamente felizes. Essa pressão toda para fazermos as coisas as pressas, não apenas é errônea, como também não é saudável. Entenda que sucesso não é ter R$ 20 mil por mês na conta bancária, mas acordar todos os dias animado para levar a vida que você escolheu levar.
    Seja para continuar no mesmo lugar ou se lançar em direção ao desconhecido, faça você as suas próprias escolhas. Independente os motivos, circunstancias ou de onde você pretende chegar, nunca deixe seu futuro nas mãos de outras pessoas. Por melhores que sejam as intenções, eles não vão viver por você. Pois quem arcará com as consequências deste caminho, será apenas e exclusivamente você. Não se sinta mal por estar perdido, afinal é só tentando que se aprende. Por mais aterrorizante que possa parecer, não desanime. É impossível viver uma vida sem arrependimentos, mas se privar de viver não é a melhor das escolhas. Pois a cada dia que você passa tentando ser quem as pessoas querem que você seja, você perde a oportunidade de ser quem você realmente é: um ser fantástico, capaz e maravilhoso.


DEXTER, Tiana
 



quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: Rotina noturna


22h:
Estou finalizando mais um texto.
Já jantei e tomei um banho quente,
Logo mais irei me preparar para dormir;

23h:
Consegui postar no blog.
Divulguei a postagem nas redes sociais,
E troquei palavras com alguns amigos;

00h:
Minha bateria está no fim.
Listo o meu planejamento para textos futuros,
E me aconchego mais ao meu travesseiro;

01h:
Coloquei algumas músicas para tocar,
E tomei um copo de leite morno com canela.
Em pouco tempo o sono deve me alcançar;

02h:
Encaro o teto de meu quarto.
Não sei porque ainda estou acordada,
Mas já começo a contar carneirinhos;

03h:
Toda as noites são iguais,
Iludem a todos com seu brilho e ar romantizado,
Mas me assombram constantemente;

04h:
Tive uma crise de rinite.
Me levantei para tomar meus remédios,
Ao menos eles me dão sono;

05h:
Escuto o som descompassado dos roncos de meus familiares.
Não queria deixar o conforto dos meus lençóis,
Mas eu ainda estou inquieta;

06h:
Eu ando pelos cômodos sem nenhum objetivo,
Até sentir a fadiga me abraçar.
Os antialérgicos devem estar fazendo efeito;

09h:
Acordo mais cansada do que antes de dormir.
Minha cabeça dói muito,
E eu deixo minha cama com muito esforço;

10h:
Sou questionada pela minha aparência cansada:
“Mas você acordou tarde, deveria estar feliz”
Dou um sorriso amarelo e me distancio para evitar discussões;

11h:
Tento escrever, mas tenho dificuldade.
Meus prazeres diários me foram roubados,
Não por dor ou rotina, mas pela insonia.


WYDLOCK, Morgana


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: Comodismo ou querer permanecer?



    Há algumas semanas estava refletindo sobre o querer mudar e os motivos que nos impulsionam para tal. Então, recordei-me de palavras que quase sempre escutamos ou escutaremos quando tentamos sair da situação na qual estamos e começamos a caminhar em direção a transformação.

    “Mas você já está bem assim”

    “Tem tanta gente pior que você, deveria estar agradecido”

    “Está exagerando”

    “Eu acho que não precisa”

    Só que muitos não percebem que o fato de eu querer crescer e evoluir não necessariamente faz de mim alguém ingrato, mas alguém que acredita em seu potencial e capacidade de alcançar novos patamares. Eu vejo que se a mudança não fará mal a sua saúde física, psicológica, emocional, espiritual e financeira, não há porque não arriscar. Claro que, se você se sente confortável em se manter onde está, também não há problema algum.
    Vou lhes dar um pequeno exemplo: Em uma sala de aula há vários tipos de alunos. Os que estão abaixo da média, os que estão na média e aqueles que se encontram acima da média. Há alguns anos, eu fui uma aluna que só tirava notas entre 8, 9 e Dez, o que me deixava extremamente feliz. Atualmente, eu sou uma estudante mediana e muitos dizem que eu deveria me contentar com isso, por existirem pessoas com notas piores que as minhas. Todavia, isto não deveria ser um motivo para eu estagnar e nem ao menos tentar melhorar, certo? Eu tenho consciência da situação de meus colegas, e sinto muito pelos que ainda não conseguiram obter bons resultados, mas eu não quero parar até atingir o máximo de meu potencial. Já fui uma aluna acima da média, e mesmo que nunca o tivesse sido, acredito que posso melhorar constantemente, por isso mesmo que a minha situação esteja confortável, eu prefiro continuar me esforçando, buscando sempre mais. Não há problema em querer alcançar mais, assim como não há em querer ficar onde você se sente em um ambiente bom e agradável.
    Há pessoas e pessoas, bem como situações e situações. Tem pessoas que mudam de curso ou de instituição de ensino; Algumas querem perder/ganhar peso ou massa muscular; Existem as que querem trocar um emprego estável pela oportunidade de atuar em outra área; Há as que pensam em cortar, raspar, alisar, cachear, clarear, escurecer, fazer tranças ou colocar extensões no cabelo; Seja para fazer tatuagens, colocar piercings, adotar um bichinho, começar um trabalho voluntário, fazer intercâmbio, trocar de cidade, escrever um livro, publicar um artigo, pagar por aulas de dança, procurar um hobby ou simplesmente não fazer absolutamente nada, não se deixe desanimar pelos comentários alheios.
    Sempre existirão pessoas que não entenderão ou concordarão completamente com tudo o você acredita. Entretanto, a única opinião que deveria realmente importar, é a sua. Não podemos agradar a todos, mas devemos sempre tentar fazer nossos períodos de vida aqui na Terra, ao menos um pouco mais agradáveis. Eu não estou em posição de criticar nenhum dos lados, pois não se trata de certos ou errados, mas de uma eterna divergência de opiniões.
    Nem todos me deram força quando entrei em transição capilar, troquei de curso na UFMS, quando entrei para a Igreja Católica ou quando troquei esta pela Batista. Muitas destas pessoas não queriam apenas “dar pitacos”, mas temiam o meu arrependimento. E todos aprendemos que apenas tentando que se descobre e aprende algo novo, pois é melhor tentar e ter o risco de se arrepender, do que refletir por anos sobre como teria sido.
    Seja para permanecer ou para correr para longe, escolha o que você quer fazer, e não o que as pessoas julgam ser mais fácil. E de qualquer forma, peço que tenha bravura, pois é preciso coragem, seja para fincar o pés e criar raízes, ou se deixar levar melo movimento das ondas.

DEXTER, Tiana

 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: A história de uma lagarta

A pequena ia,
De galho em galho e ria,
Sem se importar muito com o amanhã.

Um dia, ao olhar para longe,
Observou as borboletas, voando aos montes,
E decidiu mudar.

E o que era uma ambição,
Tornou-se aos poucos uma obsessão,
Que parecia estar a cada dia mais distante.

Comer folhas por 24 horas,
Não parecia ser suficiente agora,
Ela queria ser uma borboleta.

Seria uma Melissa Samuelis ou uma Monarca talvez,
Viveria por uma semana ou por seis,
Ela só queria voar livre por entre as flores.

Trocou o prazer e a diversão,
Pelo controle e a limitação,
Contando os dias para o sucesso.

Seu sorriso não era frequente,
As dores eram recorrentes,
E deslizes não eram permitidos.

Ela nunca se empenhará com tanto fervor,
Por vaidade, influência ou amor?
Apenas a largarta entedia os seus próprios motivos.

O tempo foi passando,
Os resultados foram chegando,
E ela tudo documentou.

Mas a euforia não durou,
Pois a compulsão a alcançou,
E a lagarta não conseguiu mais parar.

E como em uma avalanche,
De erros e falhas constantes,
Ela se afundou em um mar de tristeza.

Todo aquele tempo fora desperdiçado,
E na linha de largada fora recolocada,
De onde tinha de fazer uma escolha.

Uma bifurcação se encontrava a sua frente:
Iria desistir e se afundar ou recomeçar doente?
Essa era uma escolha que deveria fazer sozinha.

Por se odiar, caia,
E quanto mais o fazia, mais ódio sentia.
O que a impedia de deliberar com clareza.

Sem saber para onde ir, Morgana,
Agora menos Mor e mais Ana,
Assiste o sofrer do físico e o seu psicológico a morrer,
Permitindo aos poucos, que a dor tome por inteiro, o seu ser.

Por mais que a dor exista,
E o descontrole persista,
Ela continua a sorrir para todos.

Não por uma tonta falsidade ou uma loucura fria,
Mas porque no fundo ela sabia,
Que ninguém a entenderia.

WYDLOCK, Morgana

 


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: Versos sobre você e o seu 2017




(Este texto foi escrito e postado via celular, então erros de gramática e formatação devem ser desconsiderados)


O ano está chegando ao fim.
Rosas se abriram,
Violetas murcharam,
Tempestades te atingiram,
E você continua de pé.

Amarras lhe foram postas,
Cascalhos lhe fizeram tropeçar,
Aumentando o peso sob as suas costas,
Mas você ainda está aqui.

Teu sorriso foi apagado,
Seus braços foram feridos, 
Te fazendo cada vez mais machucado,
Mas isso não pôde te parar.

Por quatro estações distintas,
Nestes 365 dias,
Você rasgou e costurou o seu coração de tinta,
E ainda está inteiro.

Levou socos, chutes e pontapés,
Derramou sangue, suor e lágrimas,
Perdeu as forças e talvez um pouco da fé,
Mas você ainda pode continuar.

Alguns enfrentaram garoas, 
Outros chuviscos, chuvas e até tempestades,
Indo de fases horríveis a não tão boas,
Todavia ninguém foi capaz de te destruir.

Por mais que não tenha sido fácil de aguentar,
Simples ou ao menos suportável,
Você conseguiu superar,
100% dos seus piores dias.

Você é único, forte e capaz,
Nunca deixe que tentem,
Te deixarem para baixo ou te passarem para trás,
Pois tentar te convencer,
Que vc merece menos que todo amor do mundo,
É doloroso, cruel e abominável demais.

Pense o que você tiver por gosto,
Você tem essa liberdade,
Mas nunca desmereça o próprio esforço,
Pois você é fantasticamente perfeito.

NEVES, G. L. L.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: Relacionamentos e inseguranças




(Este texto foi escrito e postado via celular, então erros de gramática e formatação devem ser desconsiderados)

        Por mais cansativas que sejam essas reflexões, ultimamente não consigo evitar de escrevê - las. Amo poesias, bem como as crônicas. Mas nesses últimos dias, qualquer coisa está me levando a elas. Sejam conversas, livros, vídeos, ou até mesmo lembranças. Mas para hoje, tentarei ser breve.
        Antes do almoço, em uma conversa com minha amiga Had, estávamos debatendo sobre ciúmes de amigos. Para isso, vou tentar falar sobre a minha história com o meu melhor amigo. Elmo está em minha vida desde o início de 2013, que foi o ano no qual iniciamos o ensino médio. Não tivemos aquela identificação instantânea, muito pelo contrário. Eu o evitava ao máximo, por acreditar que seria impossível uma amizade existir entre nós. E obviamente, eu estava errada.
        Estudamos na mesma sala no ano de 2013, e na segunda metade do ano de 2015. Nos outros períodos, fazíamos o máximo para manter a frequência de contato, o que não era impossível, já que estudamos no mesmo colégio no ensino médio,  e atualmente estamos na mesma universidade. Só que nem sempre foi tão fácil, já que vivemos em sociedade com outras pessoas e imprevistos acontecem.
        Nós temos crenças e valores diferentes, mas isso nunca interferiu em nossa amizade, por sempre nos esforçarmos para tentar entender o lado do outro. Nesse último semestre, posso dizer que nos vimos cerca de uma ou duas vezes por mês. Ele gosta de ir ao bar com os amigos, enquanto eu prefiro ir à célula ou passar o dia em casa. Temos turmas diferentes, em lugares diferentes. Já estivemos em relacionamentos, passamos por crises, tivemos momentos de dúvidas, enfrentamos avalanches, caímos, beijamos o fundo do poço e estamos de pé. Somos opostos complementares em todos os sentidos. E respondendo a pergunta: Sim, eu já senti ciúmes do Elmo e da atenção que ele dá a outras pessoas, mas isso já não acontece mais.
        O que me impede de sentir ciúmes dele hoje, é  o fato de eu ter colocado na minha cabeça que pessoas vão surgir em nossas vidas, bem como percalços e discussões. Isso vai acontecer o tempo todo, e não podemos prever quem ou como. Mas eu sei que, independente de quem ou o que apareça, ele vai continuar estando ali por mim e eu por ele. Já deixamos bem claro o quanto somos importantes um para o outro, e isso basta. Como eu disse, a nossa atual frequência de contato é escassa. Não nos vemos ou nos falamos todos os dias, mas isso nunca afetou nossa amizade. 
        Posso perder o meu posto de melhor amiga? Não sei, e confesso que não me importo. Entretanto, se isso acontecer, ele vai continuar sendo especial pra mim e eu pra ele. Não se trata do que ele é para mim, da frequência de contato ou da quantidade de piadas internas, mas do espaço que temos nos corações e nas vidas um do outro. Isso também serve para você e os seus relacionamentos. Por mais que digam que o ciúme é uma forma de "demonstrar amor", eu só consigo o ver como uma "demonstração de insegurança". É normal sentir medo de perder quem você ama, mas se você sabe que este te ama e escolheu permanecer em sua vida, porque você se deixa levar por um sentimento tão ruim? Você está inseguro, e isso não mostra que o problema está na outra pessoa ou no relacionamento de vocês, mas em você e na forma como você se vê. 
        Eu sou um pouco insegura, já fui muito mais e não posso evitar continuar sendo. Só que eu confio nas pessoas que eu amo, nas qualidades que possuo e que os fizerem querer permanecer junto a mim. Você tem que tentar perceber o quão importante é a sua presença para eles. Não por egocentrismo, mas por amor próprio e auto confiança. O temor de que alguém "melhor" poderá aparecer e tomar o seu lugar é infundado, pois você é amado único único e insubstituível. Você só precisa trabalhar a forma como encara o próprio reflexo. Se duvida de mim, pergunte a eles. As pessoas amam e demonstram seus sentimentos de maneiras distintas. Nem sempre você encontrará alguém tão intenso ou reservado quanto você, mas quando o sentimento é recíproco, seja com um abraço de urso ou com um tapinha nas costas, eles sempre tentarão te lembrar do quão especial você é.

D'ANGELO, Giullia e NEVES, G. L. L.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: Diferença entre tratar melhor e tratar bem



(Este texto foi escrito e postado via celular, então erros de gramática e formatação devem ser desconsiderados)

        Como eu já mencionei anteriormente, já conheci vários tipos de pessoas. Não posso dizer que consegui me dar bem com todas, mas algumas foram realmente memoráveis. Recentemente, estive refletindo sobre essas relações. Pensando em como algumas permaneceram, enquanto outras tiveram um fim.
        Eu nunca fui um poço de amor próprio e auto confiança, o que me rendeu diversos problemas ao longo de minha vida. Eu costumava ser bastante ingênua, e tinha certo orgulho disso. Esperar sempre o melhor das pessoas era, ao meu ver, a minha maior qualidade. Entretanto, agora com 19 anos, penso que acreditar na bondade do mundo é diferente de ser trouxa. Todo mundo é bom, até que se prove o contrário, sendo assim merecedor de um voto de confiança. Só que isso não quer dizer que vou me deixar levar sempre pelos outros, ou então acabarei sendo constantemente machucada. Pode parecer algo egoísta, quando na verdade, trata se apenas de auto preservação.
        Eu demorei muito a entender a diferença entre tratar melhor e tratar bem. Pode parecer confuso, mas darei um excelente exemplo: Você está caminhando por uma estrada e se depara com duas pessoas. Eles estão perdidos, então você se oferece para ajudá - los a chegarem ao seu destino e juntos, vocês passam a caminhar. Na primeira encruzilhada, você tem um problema que acaba os atrasando. O primeiro briga contigo, te humilha e te ofende, enquanto o segundo só observa tudo em silêncio. Quando você fica cansado, ambos te ajudam. O primeiro joga sobre você sua bagagem, enquanto o segundo sorri e te entrega a dele. E assim, você passa a carregar as mochilas de ambos, por gratidão. Quando seus companheiros se sentem fracos e famintos, o primeiro come tudo o que tem, sem dividir, e ainda pega parte do seu. Enquanto o segundo, chora para você, reclamando de fome, comendo assim o dele e te levando a oferecer o pouco do que restava do seu. Nenhum te agradece, mas você não se importa. Quando é você que está com fome, eles acham algumas frutas. Nenhum deles compartilha contigo, e vocês continuam seguindo o percurso. Quando chegam ao seu destino, o primeiro vai embora sem te agradecer, enquanto o segundo se despede pedindo o seu contato, para que possa te procurar quando precisar de ajuda novamente. Agora te pergunto: Quem te tratou melhor e quem te tratou bem?
        A resposta é simples: o segundo te tratou melhor que o primeiro, mas nenhum te tratou realmente bem. O fato deste não ter usado de violência verbal ou física, não o faz menos nocivo. As vezes, podemos ser vítimas de violência psicológica, sem nos darmos conta. Este tipo de pessoa, sorri e te faz sorrir também. Ele não impõe a vontade dele, chegando a te fazer pensar que a vontade e a "necessidade" de ajudar partiu de você, quando não passa de manipulação e persuasão. A cada ajuda, ele te faz perder uma parte de você. E a cada erro seu, com apenas um olhar, te faz sentir como o pior indivíduo do mundo.
        O ponto é que devemos estar sempre prontos a ajudar quem amamos, desde que isso não custe a nossa saúde física, emocional, psicológica, espiritual ou financeira. Quem ama você não te fará escolher entre seu bem estar e o dele. Coagir alguém a fazer algo contra a vontade dela, e que não resultará no bem estar de ambos é, no mínimo, covarde e doentio. Em um relacionamento ambos devem ter voz, a possibilidade de fazer questionamentos e escolhas. Se você está em um ambiente onde isso não existe, pode estar em um relacionamento abusivo sem perceber. E acredite, isto é possível. 
        Eu não estou questionando o seu intelecto ou capacidade de raciocínio. Você pode ser uma pessoa fantástica, independente, com diplomas de graduação, mestrado e doutorado no exterior; ou até mesmo alguém incrível, com um cabelo hidratado, um sorriso maravilhoso, diversos dons musicais, dotado de carisma, Q.I. acima da média e o melhor gosto musical de todos. Para que você passe por isso, apenas basta que você tenha sentimentos e empatia pelo próximo. Só que isso não quer dizer que você deve passar a ser frio e insensível com todos, mas apenas se atente aos seus relacionamentos. Eu não preciso usar de palavras de baixo calão ou de força bruta para agredir você. As vezes, te privando de necessidades básicas como: atendimento médico, educação, alimentação, lazer saudável ou interação social, eu posso te causar mais sofrimento do que se eu efetivamente sentasse a mão na sua cara. 
        Algo que as pessoas nem sempre se lembram, é da diferença entre convencer e persuadir. Enquanto o primeiro significa literalmente vencer+junto, e é quando eu te apresento a minha idéia, te levando levando acreditar no potencial desta, de modo que possamos VENCER JUNTOS. O segundo é quando eu enfio a minha idéia na sua cabeça, e você não passa a acreditar nela por ser uma boa idéia, mas por eu utilizar de artimanhas para tal. Eu não vejo nenhum como algo completamente ruim, desde que não leve ao dano na vida de ninguém. 
        Amizades, relacionamentos amorosos, profissionais e até mesmo familiares podem ser tóxicos. Nem sempre teremos forças para impor as nossas vontades e nos afastarmos de nossos agressores de um dia para o outro, mas precisamos tentar buscar ajuda, para nos fortalecermos e mantermos nossa sanidade, até que consigamos por um fim em nossas prisões. Um exemplo que pode ser citado, é em O Pequeno Príncipe, sobre o relacionamento do garoto com a Rosa. Em todo o tempo, ela o faz crer que é única, que precisa de cuidados excessivos e constantes, o tornando preso a ela. Mesmo quando este deixa seu planeta, não consegue parar de pensar na flor, e de se sentir responsável pelo seu bem estar, gerando certo sentimento de culpa e responsabilidade, que nem mesmo uma criança fictícia deveria sentir. A história da Cinderela foi outro grande exemplo de relacionamento familiar abusivo, até que esta foi salva por seu príncipe encantado. A mensagem central do conto é: "Seja gentil", da qual não discordo. Independente da dor que o mundo nos cause, não devemos perder a nossa sensibilidade e capacidade de fazer o bem. Mas, por mais difícil que seja a situação, o único que vai ter o poder de te tirar deste sofrimento, é você mesmo. Você terá ajuda, mas é você que precisa se levantar para se salvar. 
        No passado, você pode ter assistido ou sofrido abusos que, comparados a atual violência psicológica, parecem piores. Mas sofrer menos, não quer dizer não sofrer. Eu não posso mudar o que aconteceu comigo ou com você, teria sim, sido muito mais fácil sem este sofrimento, mas não temos o poder te alterar o passado. Todavia, nós podemos mudar o que acontecerá a partir de agora, e eu decido lutar. Não escolha sentir menos dor, escolha não sentir nenhuma. Aceitamos o amor que achamos que merecemos, mas que tipo de amor doentio é esse que nos faz abdicar de nossa sanidade e bem estar pelo dos outros? Você merece muito mais do que pensa. Assim como eu estou fazendo, comece a trabalhar o seu amor próprio, antes de querer amar outro alguém. Não podemos mudar quem as pessoas são, mas podemos cuidar de nós mesmos, para que no futuro, menos pessoas sofram e mais possam ser ajudadas. Eu não sei quando o sol voltará a brilhar, mas por mais encharcado que você esteja, escolha hoje abrir o guarda chuva.

WYDLOCK, Morgana e NEVES, G. L. L.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: Amizade e o significado de estar do lado


(Este texto foi escrito e postado via celular, então erros de gramática e formatação devem ser desconsiderados)

        Depois de uma conversa que tive com a minha amiga Andy, e devido a algumas coisas que aconteceram, achei que precisava escrever esse texto. Nele eu quero tratar sobre o conceito de estar aqui para as pessoas que amamos, e porque devemos repensá - lo.

        Quando passamos por problemas, algumas pessoas nos dizem que "estarão ali para o que precisarmos". Elas realmente o querem fazer, do contrário, não diriam algo do tipo, certo? Eu enxergo o significado dessa frase como: "Se você cair, eu vou estar lá para tentar te ajudar a levantar, ou ao menos te distrair da sua dor. Não vou trazer a solução pros seus problemas, mas serei aquele que vai estar pronto a te ouvir e te oferecer um abraço, um ombro amigo ou um motivo para continuar acreditando". 
        Amigos e parentes não tem poderes mágicos para nos protegerem de toda a dor do mundo, por mais que eles quisessem. Eles são tão falhos e humanos quanto nós. Vão os fazer sorrir e chorar em alguns momentos, mas os sentimentos de cumplicidade e confiança devem ir além destes períodos.
        Em 2017, muitas coisas aconteceram em sequência. Eu troquei de curso na universidade, criei o Blog, assisti pessoas entrando, saindo e retornando à minha vida como se esta fosse a Estação de King's Cross, em Londres. Em um período de fevereiro a maio, eu consegui quebrar meu celular e fiquei por meses sem WhatsApp. Para quem não sabe, nesta rede social eu faço parte de uma família chamada COND, para a qual eu entrei no início de 2015. Nós éramos leitores de uma fanfic, que iriam receber atualizações da autora a cada novo capítulo postado. Mas como a vida não funciona com planejamentos, e sim com eventos inesperados, não foi bem isso que aconteceu. A maioria da galera deixou o grupo, deixando uma quantidade razoável de pessoas, o que não adiantou muito, já o grupo acabou se expandindo. Coincidence or Not - Dramione (COND) é constituída por: Andy Bear, Ash Pig, Clary cabbage, Elmo Mutt, Had Whale, Iu Panda, Ju Koala, Leo Dolphin, Luize Penguin, Rafa Suricate, Vih Leone, Vit Bunny, Wan Alien e eu, Gaba Tiger. Nem todos se mantém presentes no grupo atualmente, e é exatamente por isso que eu os trouxe até aqui.
        Eu sou a mais velha do grupo, e apenas Elmo, além de mim, está no ensino superior. Esse foi um ano de muitas mudanças, vestibulares, relacionamentos, ENEM, problemas familiares, brigas de amigos, celulares sendo quebrados ou até mesmo roubados, o que nos levou a um distanciamento maior do que em outros momentos. Um dos pontos da minha conversa com Andy, foi sobre não sabermos mais sobre o que está acontecendo na vida de todos ali, e como isso pode significar que somos verdadeiramente amigos. 
        Problemas se sucederão em nossas vidas, e podemos até perder o controle da situação, mas devemos manter em mente que amizade não quer dizer conversar ou estar fisicamente juntos todos os dias, mas estar ali quando o outro precisar de nós. O ponto é que eu não preciso estar fisicamente, virtualmente ou momentaneamente com você para estar ligado a você. Proximidade, intimidade e confiança não se resumem em frequência de contato. Tenho amigos que não vejo há anos, com os quais me sinto mais confortáveis para pedir socorro, do que pessoas que vejo semanalmente ou até diariamente.
        Nós da COND residimos em cidades, estados e regiões diferentes. A nossa faixa etária vai de 15 a 19 anos. Somos de humanas, exatas, biológicas e das zueiras. Um grupo composto de pessoas com gostos musicais, posicionamentos políticos, religiões, estilos, experiências de vida, gostos literários e cinematográficas completamente diferentes. Eu acredito que se tivéssemos nos conhecido pessoalmente, dificilmente teríamos nos dado bem logo de cara. Mas ainda assim, eles foram mais os meus portos seguros do que muitos de meus amigos presenciais. Não estou aqui para desmerecer as amizades de convívio diário, mas para esclarecer que bater ponto todos os dias não quer dizer amar o outro.
        Eu não sei dizer com exatidão sobre tudo o que está acontecendo ou onde se encontram meus amigos, neste exato momento. Posso me esquecer do que gostam, o que detestam, de suas comidas e bandas preferidas, às vezes. Eu posso acabar não entendendo aquele seu plano infalível para se livrar do exame final, ou não conseguir ficar empolgada pela sua escolha de roupas para sair, e não há problema algum nisso. 
        Eu posso estar aqui hoje e amanhã não, todavia isso não nos torna desconhecidos, mas amigos distantes. Em alguns momentos, eu posso sumir por algumas horas para escrever um texto, ou por semanas, por estar estar enrolada com a faculdade. Vamos trabalhar, estudar, relacionamentos surgirão, bem como conflitos nos horários e pensamentos. Entretanto a nossa amizade vai permanecer, porque o meu amor por vocês é maior do que qualquer outra coisa. Essas coisas podem me ocupar ou distanciar de vocês, e eu sei que vocês vão me entender. Amigos ficam felizes pelos progressos e conquistas uns dos outros. Não se sintam culpados por precisarem se ausentar de minha vida, pois eu torço para que sejam felizes. Sejam como meus vizinhos, ou morando do outro lado do mundo.
        Resgatando algo que eu disse para minha amiga Lorrainny Alicorn nesta madrugada (ela não faz parte da COND, mas isso não vem ao caso): eu estar passando por problemas agora, não quer dizer que eu esteja desqualificada para tentar os ajudar com os seus. Todos enfrentaremos dificuldades hora ou outra. Poderia ser eu, vocês ou ambos. Entenda que não existe sofrimento menor ou maior, e sim a dor, que precisa ser sentida, sofrida e superada. Cada coisa em seu tempo. Nunca meçam ou desmereçam o sofrimento de alguém. Se preciso, sintam as suas dores, e busquem sair disso, mas levem o tempo que precisarem.
        Se em algum instante se sentiram deixados de lado, eu sinto muito por isso é peço perdão. Amo vocês incondicionalmente e quero que sintam o meu afeto sempre. Eu não posso voar em um Hipogrifo até as suas janelas para os resgatar das suas dificuldades, mas sempre que precisarem, me procurem para que eu os escute, os distraia, os dê puxões de orelha ou proporcione o conforto de um abraço apertado. Bem como eu os procurarei sempre que precisar, pois é isso que os amigos fazem: sejam presenciais, virtuais ou imaginários, confiam que terão uma mão amiga para os puxar para fora do mar das tristezas. Vocês me ofereceram muitas mãos, bem como eu ofereço mãos e pés que não os poderão salvar, mas que farão tudo para que sintam amanhã, menos dor que hoje. Eu sou grata por ter vocês em minha vida. Independente se nos conhecemos no ensino fundamental ou médio; em Artes ou Letras; na igreja católica ou batista;  na internet ou na fila do caixa; por amigos ou crushs do passado; se somos parentes ou quase irmãos; se nos conhecemos ontem ou se já "somos mais que amigos, friends". Vocês têm um espaço dedicado em meu coração e em minha vida. Como diz o meu melhor amigo, Elmo: "As pessoas sempre ficam onde se sentem bem vindas", e se eu pude fazer isso com vocês, assim como o fizeram comigo, sou capaz de sorrir. Nesse período de dificuldades, não posso os pedir pra não irem, mas posso os agradecer por permanecerem. Constituindo assim, as cores do meu arco íris após um longo período período de tempestades.

D'ANGELO, Giullia

PS: No começo do grupo, nós criamos nossos próprios apelidos, e por mais estranhos e aleatórios que sejam, só nós tornam mais únicos e especiais uns para os outros.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: Tipos de pessoas e os problemas no Sistema Solar


(Este texto foi escrito e postado via celular, então erros de gramática e formatação devem ser desconsiderados)

        Ao longo de nossas vidas, nos deparamos com os mais diversos tipos de pessoas, cada um possuidor das suas próprias peculiaridades. Nem sempre conseguiremos manter um bom relacionamento com todos, mas devemos tentar sempre manter o respeito e a empatia pelo próximo. 

        Um dos tipos de pessoas do qual eu sinto a necessidade de tratar, são os chamados "falsos Sóis". Um falso Sol, é aquele que se posiciona no centro de tudo, como prioridade máxima em todos os momentos, esperando assim que tudo funcione a seu favor, como planetas ao redor do Sol. Não se sabe ao certo quando ou como eles começam a agir dessa maneira, mas quando o fazem não parecem conseguir enxergar nada além de suas próprias necessidades e interesses. Dependendo, podem chegar a crer em alguns momentos, que estas são para o bem estar de todos, quando na verdade não passam de desejos imaturos e egoístas que beneficiarão apenas e exclusivamente a eles.
        Sabe aqueles amigos, colegas, superiores ou até mesmo parentes que te pedem favores atrás de favores, sem se importarem com as suas prioridades pessoais? Mesmo que você comece a realizar a tarefa A, eles já estão exigindo a finalização da B e da C. Nada nunca parece estar bom o suficiente, e se você comete algum erro (já que errar é humano), você o fez de propósito, ou este ocorreu por você fazer as coisas "de má vontade". 
        Outro problema com os falsos Sóis, é que eles encaram tudo o que fazem, ou acham que fazem para você como sacrifícios extremamente dolorosos, enquanto o que você faz por eles, é apenas um "agradecimento" por todo o serviço prestado a você. Em um desentendimento, jogarão tudo em sua cara por te julgarem como a pessoa mais ingrata do mundo. "Já que ele te ajudou uma ou duas vezes, você tem a obrigação de viver em função dele, afinal, o que seria de você sem este "astro" a te iluminar e permitir a sua humilde existência?" (momento sarcasmo).
        Acho que a pior parte de tudo, é que na verdade, não passam de luas tristes, vazias, solitárias, que não possuem luz própria e que, ao refletirem os raios transmitidos pelos verdadeiros Sóis, passaram a viver em uma gigantesca ilusão, enquanto giram dia após dia, entorno dos próprios umbigos. Confesso que não guardo mágoa ou raiva deste tipo de pessoa, eu apenas sinto pena destes por não conseguirem perceber o quão amadas são e o enorme potencial que possuem de amadurecer. Todavia para isso, precisam desapegar deste tipo de comportamento e passarem a ser mais gratos pela contribuição de outras pessoas em suas vidas. 
        Ninguém é obrigado a ajudar ninguém, mas quando o fizerem por você, tenha gratidão. Não se trata de viver em função do que te ajudou, ou de cobrar eterna servidão do que foi ajudado, mas de se fazer o bem por amor e compaixão ao outro. Entretanto, antes de qualquer coisa que pretender fazer, pense em si e na sua saúde como um todo (física, psicológica, emocional, espiritual e financeira). Um relacionamento não vale o seu bem estar, pois você é tão importante quanto qualquer outro ser humano. Contribuição é diferente de sacrifício, pense nisso.

WYDLOCK, Morgana

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: Carta aberta sobre os meus sentimentos




(Este texto foi escrito e postado via celular, então erros de gramática e formatação devem ser desconsiderados)

        Dispensando apresentações, eu decidi vir aqui para responder a pergunta que parece ser o tema do ano nos meus grupos do WhatsApp: "O que está de fato acontecendo com você?" Este será um desabafo quase que 100% honesto, por existirem temas os quais eu ainda não consigo verbalizar. Se não tem interesse, peço que feche a aba e espere até amanhã, quando postarei um texto com abordagens e finalidades completamente diferentes.

        Quem acompanhou o blog desde a sua criação, que foi no final de julho deste ano, sabr que a sua finalidade era compartilhar sobre o meu relacionamento com Deus e tudo o que eu conseguisse extrair desta conexão, de modo a ajudar as pessoas. Todavia depois do meu aniversário, que foi em agosto, eu notei que não estava mais me sentindo tão disposta e animada quanto antes. Eu comecei o Te Gabando (nome original do blog) por estar me sentindo plenamente feliz e conectada com o Pai, todavia de repente eu não estava mais assim. Eu estava me sentindo pior do que antes, e foi a partir dai que as coisas começaram a ficar complicadas. Eu escrevia sobre um amor, uma compaixão e um perdão que eu não conseguia sentir e muito menos compartilhar. As pessoas me procuravam para receberem conselhos que eu não era mais capaz de dar. Eu falava de uma vida que eu não estava conseguindo viver e foi aí que algo que era pra ser uma bênção, passou a ser o meu maior fardo. Eu tive que deixar o Blog por um mês, enquanto decidia para qual caminho eu deveria seguir, e de certa forma, isto me ajudou bastante.
        Eu venho enfrentando um quadro depressivo desde 2011, e tenho pensamentos suicidas desde 2013. Enquanto eu estava tendo interações sociais e convivendo com pessoas que me distraiam da minha realidade, eu conseguia me mostrar feliz. Só que houve um período de quase seis meses, entre o fim do meu ensino médio e o começo do meu ensino superior, no qual eu fiquei em casa, sem fazer praticamente nada. Eu não via pessoas, não me deparava com os problemas alheios, me obrigando assim a enfrentar os meus.
        Nesse momento, eu acabei ficando "viciada" em redes sociais e livros, pois de certa forma, estar em contato com outras coisas me fazia parar momentaneamente de sentir a minha própria dor. Só que eu não poderia fazer isso pra sempre, e foi quando eu me desesperei. Isso durou até o início do meu primeiro semestre em Artes Visuais, quando eu passei a ter um motivo para sair de casa, ver pessoas e ocupar a cabeça com algo útil: conhecimento. Tudo correu muito bem, até eu começar a me questionar que talvez eu não estivesse no curso certo para mim. Por mais que eu me esforçasse e fizesse as coisas, elas não pareciam funcionar da maneira a qual deveriam. Então aquele ambiente no qual eu me sentia livre, começou a se tornar a minha prisão.
        Queria muito dizer que tudo ficou bem depois, mas nem tudo são flores. Eu tive problemas em casa, e por isso tive que trancar o terceiro semestre do curso. Tudo bem que eu já estava decidida a mudar para Letras, mas eu tinha decidido cursar ao menos o terceiro semestre, para conseguir abater mais matérias pedagógicas do curso novo. Lembro que, antes de solicitar o trancamento, eu conversei com algumas pessoas sobre como tinha receio de o fazer, por temer que voltasse a me sentir mal. Infelizmente, eu estava certa.
        Eu tive problemas de março a junho desde ano, por estar em casa. Neste período, apareceu a oportunidade de transferência de curso, e eu passei. Só teria agora que esperar até agosto para poder voltar a estudar. Neste momento, eu decidi organizar a minha vida, nos quesitos físico, emocional e espiritual.
        Eu comecei a buscar arrumar o que estivesse quebrado e a tentar fechar as brechas na minha vida. Em julho, eu já estava bem, de uma forma a qual eu nunca havia estado antes. Eu conseguia buscar ao Pai todos os dias, tinha comprometimento em tudo o que começava e conseguia transbordar amor a todos com quem entrava em contato, foi nessa época que o Blog surgiu, em uma tentativa de alcançar mais pessoas para Ele.
"Mas então, o que mudou?" Como eu disse, eu notei que não estava como antes entre os meses de agosto e setembro. Para quem não sabe, eu me converti em setembro de 2016, e sempre que eu tinha algum problema que me afastava do Pai, mesmo que estivesse enfrentando um deserto, não conseguindo ouvi - lo ou senti - lo, eu insistia, pois acreditava que só Ele poderia me ajudar e me curar. Meu conceito a respeito disso não mudou, continuo tendo esta perspectiva, todavia eu não consigo mais me comunicar com Ele desde o dia 10 de setembro. Já faz quase três meses que eu não oro, faço devocionais, jejuo ou leio a Bíblia. Não, eu não estou bem. Eu sinto uma dor e um vazio que nada, nem ninguém é capaz de preencher. Entretanto, neste momento eu preferi me manter distante. E eu não o fiz para "aproveitar uma vida de pecados no mundo", mas por estar me arrastando, sobrevivendo em mentiras e segredos. A forma a qual eu estou vivendo não condiz com o que o Evangelho prega, no momento eu estou fazendo coisas as quais eu não tenho coragem de confessar para as pessoas, por mais erradas que elas sejam. Eu entendo a importância de querer os sonhos e a vontade Dele para nossas vidas, de acreditar que Ele quer o melhor para nós, porém eu decidi me distanciar disso por acreditar que eu não mereça mais ser amada por Ele, devido ao modo como eu estou levando a minha "vida". Eu sei quem Ele é e a respeito do amor Dele, mas eu não acho que eu mereça este amor agora, e assim eu corro pra cada vez mais longe.
        A verdade é que eu estou cansada. Cansada de ser cobrada a apresentar um bem estar que eu não consigo demonstrar. Independente do que digam, eu não vou voltar pra perto Dele até me sentir um pouco melhor. Eu não quero voltar assim, mesmo sabendo que Ele pode te limpar e me curar. Caminhei ao lado Dele por um ano, e foi um período de idas e vindas. Eu acredito que preciso resolver as coisas que aconteceram antes de eu encontrá - lo, de problemas de 2016 até traumas de 2004. A verdade é que eu não consigo ter uma relação com Deus agora e diferente das outras vezes, eu não vou fingir. Quero voltar a ter uma relação verdadeira com Ele, quero queimar de amor e saudades, e não voltar porque querer parar de sentir dor, ou por medo de alguma punição.
        O que mais apareceram ultimamente, foram falsos juízes, tentando encontrar culpados e razões para o meu sofrimento. Eles remexeram a camada superficial da minha vida, aquela que eu compartilho com qualquer um e apontaram diversos acusados. Do estilo musical que eu prefiro, a roupas que uso e pessoas com quem convivo, quando na verdade, são estas coisas que estão me mantendo sã. Se eu os desse a senha do meu celular, vocês veriam que não se trata de algum vício ou má companhia, mas de transtornos e traumas não superados. Além disso, se tem algo que eu aprendi, é que procurar por um motivo é uma completa causa perdida. Achar um "porque" não vai me fazer melhorar de uma hora para outra. As maiores batalhas que você enfrenta, são as que você trava sozinho, e por melhores que sejam as intenções, eu peço que parem. Não são visitas inesperadas, grupos em redes sociais, presentes ou rolês que vão me deixar bem. Estas coisas só fazem com que eu me sinta mais pressionada a me curar, e como eu não consigo, acabo me sentindo frustrada e decepcionada. Eu preciso de um tempo sozinha, e não isto não vai me fazer mal algum. Eu não estou desistindo, mas tomando fôlego para caminhar em direção a mudança, e as interferências externas mais parecem me parar do que me impulsionar para frente. 
        Se quiser realmente contribuir, converse comigo, esteja aqui quando eu precisar desabafar ou simplesmente contar piadas extremamente sem graça. Mas também, não precisa me procurar todos os dias, perguntando se estou bem. O fato de eu estar mal, não quer dizer que precisa pisar em ovos comigo, como se eu fosse feita de vidro e qualquer movimento brusco pudesse me fazer quebrar. Muito pelo contrário, as vezes eu vou sumir por horas, dias, até mesmo semanas, e não tem mal algum nisso. Acredite, se eu precisar, não hesitarei em buscar a sua ajuda. Todavia, memes, vídeos, gifs são sempre bem vindos. Eu amo você que está lendo isso, mas preciso aprender a caminhar com as minhas próprias pernas, por mais doloroso e longo que seja o percurso. Eu ainda vou sair de casa e ter interação social, mas só quando eu quiser e puder o fazer. Nos outros momentos, estarei sendo muito bem acompanhada por livros, xícaras de chá, playlists do Spotify, séries e a minha família. Não se preocupe, tudo vai dar certo. Eu ainda quero ser procurada quando você estiver precisando de conselhos, abraços apertados ou puxões de orelha, por isso, não hesite em me chamar. Caso eu não possa te ajudar, serei honesta com você. Obrigada por ler, e não se preocupe em mandar textos gigantes nos comentários ou via redes sociais. Apenas absorva a mensagem e me permita caminhar amanhã minha maneira.

Com muito carinho,

NEVES, G. L. L. e WYDLOCK, Morgana