sábado, 23 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: O que aprendi com Red Band Society


        Eu não sei se você já ouviu falar, mas existe uma série que você PRECISA ASSISTIR, e seu nome é Red Band Society. Esta série de comédia dramática americana foi criada e veiculada pela FOX, desenvolvida por Margaret Nagle e baseada no drama espanhol "Polseres vermelles" (que se trata praticamente da mesma coisa). Esta teve sua estreia no dia 17 de setembro de 2014 e foi finalizada/cancelada no dia 7 de fevereiro de 2015. Você pode se perguntar o porque de algo tão fantástico ter sido abandonado, e a minha resposta simples: o mundo é um lugar horrível e injusto.
        A trama de uma temporada e 13 capítulos aborda as interações e os relacionamentos de um grupo de adolescentes, que vivem na ala pediátrica de um hospital, e é narrada por Charlie, um garotinho em coma que honestamente, parece ser mais inteligente e maduro que todos os outros personagens da série. Eu posso lhe garantir que ao fim de cada episódio você vai ter rido, se emocionado e aprendido uma lição que provavelmente vai anotar, compartilhar ou levar para a vida toda. O diferencial desta, com relação a outras séries médicas, é que o foco de RBS são os pacientes e não a equipe médica. Você vai aprender, se encantar um pouco com as personalidades e dilemas de cada um, e talvez possa se identificar com algum deles. Infelizmente esta obra prima divina não se encontra disponível na NETFLIX, mas há um site que disponibilizou os episódios para serem assistidos online (e não, o seu braço não vai doer por clicar e assistir em outra plataforma que não a NETFLIX). 
        Mas antes de disponibilizar o link, quero compartilhar o que eu aprendi com cada personagem. Não haverão spoilers significativos que poderão interferir na sua experiencia, então continue a leitura sem medo.


• Emma Chota: Ela me ensinou que aparência não é tudo. As vezes mantemos certos preconceitos com determinadas pessoas e condições, por acharmos que somos conhecedores e entendedores de todas as coisas. A condição de Emma carrega um estereótipo que é o completo oposto a personalidade e realidade da personagem. Nem sempre as coisas são como pensamos, nunca entenderemos plenamente os motivos que levaram alguém as escolhas que fez, mas não cabe a nós julgar e menosprezar a dor alheia. Outra coisa, é que não devemos simular ou atuar um bem estar que não é real apenas para agradar as pessoas. Tudo bem não estar bem, e ser honesto é o primeiro passo para caminhar em direção a melhora. Ninguém está ou merece estar sozinho. Nem sempre encontraremos pessoas que nos compreendam, mas nossos amigos, por mais suscetíveis a falhas que sejam, estão aqui para tentar. E assim como Emma, eu não sou normal e nunca o serei, todavia eu não encaro isto como algo ruim.
 

• Leo Roth: Leo me ensinou que ninguém é perfeito. Nós vamos conquistar muito ao longo de nossas vidas, todavia isso não faz de nós melhores ou piores que outro alguém. Independente se você é um astro do rock, um super atleta ou um simples adolescente, você é humano. Um ser que vai ganhar, perder, lutar e sofrer. Ninguém é de ferro, então tudo bem sentir medo as vezes. A vida não se trata de ser invencível ou inabalável, mas de se lembrar que, assim como você pode ser o que apóia alguém hoje, amanhã você pode ser o que necessitará de apoio. Ninguém pode ser o super herói que carregará o mundo de todos nas costas, então aposente sua capa e tente ser um cidadão normal que ajuda e é ajudado.
 

• Jordi Palacios: Com o Jordi eu aprendi sobre a importância de ter fé. Seja na medicina, nos seus amigos ou em Deus, acredite em algo, pois é isso que nos impulsiona pra frente. Viver na incredulidade me parece algo complicado, pois como eu posso continuar, se eu não tiver onde me apoiar? Porque para mim, a fé realmente tem o poder te mover montanhas. Com ele eu também aprendi que, nós não somos os nossos pais. Pais aprendem a sobre a paternidade no exercício da função, tanto quanto filhos só aprendem a serem filhos enquanto os são de fato. Por isso, ambos os lados irão errar constantemente até conseguirem aprender. Entretanto, por mais que o laço biológico e/ou afetivo nos ligue, eu não sou os meus pais, e muito menos os seus erros. Todos herdamos coisas de nossos pais, mas cabe a nós ficar com as coisas boas e jogar as más no lixo. Pois o mundo não precisa de filhos sendo cópias de pais, mas de gerações que, aprendendo com as falhas das anteriores, vão se aperfeiçoando e buscando se tornarem pessoas cada vez melhores.
 

• Kara Souders: Diferentemente da Emma, Kara me mostrou que ninguém é o que parece ser, e que as pessoas mudam. Não devemos nos deixar levar por primeiras, segundas e, dependendo da pessoa, vigésimas sétimas impressões ruins. Intimidade é algo relativo, pois alguns necessitam de 7 minutos para se tornarem intimos, quanto outros nunca o serão mesmo convivendo por 70 anos. Então não desista de ninguém, pois todos são capazes de melhorar. Não sabemos a história por trás do sorriso de cada um, então não se precipite. Você não precisa forçar uma amizade com alguém desagradável, mas respeite e seja agradável, ainda sim. As vezes, aquela peste só se mostrará como alguém incrível nos 45 minutos do segundo tempo. E também, aproveite sempre cada segundo ao lado de quem você ama. Nunca sabemos o que pode via a acontecer, então mesmo que estejam brigados, nunca permita que a última palavra trocada não seja uma de carinho. Por mais difícil que possa vir a ser, ame e se permita ser amado pelas pessoas. Todo mundo erra, mas ainda sim, todo mundo merece ser amado.
 

• Dash Hosney: Com o Dash eu aprendi que algumas pessoas podem realmente te surpreender. Nunca despreze o valor ou o grau de importância da ajuda de alguém. Os que observam e refletem tem tanto valor quanto os que efetivamente colocam a mão na massa. Existem os indivíduos que são como "livros abertos", e os que precisam ser lidos com muito cuidado para serem desvendados. Independentemente de qual seja o tipo, toda história merece ser lida e lembrada. Também, entre arriscar tudo por uma experiência momentânea  ou desistir para permitir um amanhã, escolha a segunda, principalmente se não é só o seu futuro que está em risco.
 

• Enfermeira Jackson: Com esta eu aprendi muito sobre o valor dos sacrifícios e a importância de manter a sua palavra. Entretanto, nunca faça algo de errado para manter uma promessa, ou isso pode te custar muito caro. Enfermeira Jackson também me mostrou que devemos dar segundas chances para as pessoas nos mostrarem quem realmente são, e que existem diversas formas de amar e demonstrar afeto. Há pessoas que verbalizam tudo o que sentem, enquanto outras com um olhar conseguem te transmitir sentimentos tão verdadeiros quanto. Cada um ama a sua maneira, então não espere que todos sejam tão intensos interna ou externamente quanto você. Apenas aceite o carinho que cada um pode te oferecer, independente da forma que vier.
 

• Dr. Adam McAndrew: Com ele eu aprendi que todos podem errar, e que independente de qual seja a sua posição, não se cobre a ponto de se julgar como o salvador da pátria, pois você não é. A vida não é sobre trabalhar sozinho e não se permitir errar, mas trabalharmos em conjunto, colocando nossas qualidades e defeitos lado a lado, dando o nosso melhor para que juntos possamos ajudar o máximo de pessoas que conseguirmos. Não conseguiremos salvar a todos, mas isso não deveria nos impedir de ao menos tentar.
 

• Brittany Dobler: Com seu sorriso doce, a Brittany me mostrou que pessoas ruins vão cruzar as nossas vidas, mas o que elas pensam de nós não deveria nos fazer duvidar de quem somos e de onde iremos chegar. Vamos cair muito durante o percurso, mas não devemos desistir. As críticas nos permitem melhorar, e as falhas nos ajudam a amadurecer. Por mais que muitos digam o contrário, com gentileza e carinho você pode sim salvar o dia.
 

• Kenji Gomez-Rejon: Com o Kenji eu aprendi que alguém pode ser divertido e responsável. Que as coisas podem se complicar, mas devemos manter o bom humor sempre.
 

• Dr. Erin Grace: Com ela eu entendi o poder do voto de confiança. Em alguns momentos, você escolher dar uma chance a alguém pode ser o início de uma transformação grandiosa. Devemos esperar, crer e confiar na melhoria das pessoas ao nosso redor.
 

• Charlie: Com este ser humaninho magnífico eu aprendi mais do que me relacionando com muitas pessoas. Charlie, mesmo em sua situação complicada e idade reduzida, carrega uma sabedoria consigo que chega a me emocionar. Qualquer um poderia culpar aos outros ou se revoltar, mas do começo ao fim, ele foi aquele que manteve a calma e escolheu confiar nas pessoas que estavam ao seu redor. Acho que as suas lições que mais podem ser ressaltadas, são sobre acreditar nas pessoas, o valor da amizade e que não devemos desistir. Com suas reflexões valiosas, Charlie também nos ensina sobre perdão, culpa, amor, ego, integridade, mudanças,  felicidade e tantas outras coisas. A cada episódio, eu me focava em seus pensamentos, pois eu sabia que com eles eu poderia aprender coisas importantes. Eu anotei algumas de suas falas, mas duas realmente vão ficar guardadas em meu coração:


"É outro exemplo de como as melhores coisas acontecem quando não tentam controlá - las. Para algumas pessoas, é fácil perder o controle. Para outras, nem tanto. Mas a verdade é: quanto mais temos a necessidade de controlar as coisas, mais as coisas começam a nos controlar."



"Sabe quando dizem, "o que não te mata, te fortalece?" Bom eu matei 495 no "World of Warfare". Modéstia a parte, mas o meu coma meio que me fez um herói. Essa é a questão... os grandes super - heróis, todos erguem - se de catástrofe. O Eixo do Mal ameaçando o planeta fez a Mulher Maravilha erguer - se. O Hulk nasceu de um vazamento radioativo, e tornou - se o homem mais forte do planeta. Os pais de Bruce Wayne morreram na frente dele, a sangue frio, e ele tornou - se o Batman. O mundo do Kal-El explodiu... literalmente... e ele tornou - se o Superman. Algo a se pensar quando as coisas parecem mais sombrias. Outra grande coisa sobre os super - heróis? Todos eles conquistam a garota."


        Se com isso você sentiu vontade de assistir, o link estará logo no fim da postagem. Caso contrário, ao menos de uma oportunidade. Não a série, mas a você mesmo de se surpreender e conhecer coisas novas que podem te enriquecer.

D'ANGELO, Giullia


 

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